FAQ - Perguntas frequentes

Como interpretar os gráficos de linhas de benchmarking?

Os gráficos de linhas são construídos ordenando as escolas por ordem crescente no valor de cada indicador. Por isso a linha é a união de um conjunto de pontos, cada um dos quais correspondendo a uma escola com um dado valor no indicador em causa. A escola que tenha o valor mais baixo terá o percentil zero e a escola com o valor mais alto no indicador terá o percentil 100%. Todos os valores intermédios indicam a percentagem de escolas que têm um valor no indicador inferior ao da escola em causa. Assim uma escola no percentil 25% num dado indicador (e.g. classificação média a matemática no exame nacional) sabe que o seu desempenho no exame nacional de matemática não foi muito bom, porque só há 25% de escolas com uma média inferior, e há 75% com uma média no exame nacional de matemática superior. Se o tamanho da amostra (indicado no gráfico junto à legenda) for de 500 escolas então a escola saberá que destas quinhentas houve 125 com piores resultados e 375 com melhores resultados.

Quais os custos de adesão ao Besp?

Não há custos de adesão ao Besp porque ele é gratuito.

Quais os benefícios de adesão ao Besp?

Os benefícios dependem do grau de utilização do Besp por parte da escola. A escola pode requerer um login (mandando um email para besp@porto.ucp.pt) e aceder não só aos dados públicos mas também a uma parte da plataforma disponível às escolas. Ao requerer o login, a escola tem desde logo a possibilidade de consultar gráficos de evolução em todos os indicadores públicos (no menu avaliação interna) que lhe permitem verificar como tem evoluído em cada indicador ao longo dos últimos 5 anos. Para além disso, pode também dispor da opção de ‘criar relatório’ que lhe permite criar um documento em pdf com os gráficos seleccionados. Para tirar um benefício maior do Besp a escola tem a possibilidade de introduzir na plataforma dados que não são do domínio público (através do preenchimento de um questionário online) que se transformarão imediatamente (após submissão dos dados) em indicadores como ‘professor por aluno’, ‘computadores por aluno’, ‘escolaridade média dos encarregados de educação’, etc. Para estes indicadores a escola poderá aceder a gráficos de avaliação interna, onde a evolução da escola ao longo do tempo é visível, e a gráficos de benchmarking , onde o desempenho da escola relativamente a outras escolas nacionais é visível (Nota: No caso dos indicadores baseados em dados privados, o universo de comparação está limitado ao conjunto de escolas que introduziram este tipo de dados no sistema).
Fica aqui o testemunho da Directora de uma escola (Mestre Paula Romão) que utiliza regularmente o BESP:

Fazer com que cada escola seja uma boa escola é o maior desafio diário de cada unidade orgânica, de cada director; mas para sabermos quais as soluções mais adequadas temos antes de identificar as causas que estão na origem dos problemas, e isso só é possível, se dispusermos de dados credíveis. Mas como actualmente nas escolas desembocam um sem número de problemas (alguns mais de índole social que académico) que introduzem uma enorme entropia na sua gestão diária, a questão da acessibilidade fácil aos dados, revela-se uma mais valia inestimável. E é isso que o BESP nos proporciona: segurança (os dados são importados do ENES e do ENEB), qualidade (os gráficos e relatórios que produz são intuitivos e de fácil interpretação), flexibilidade (esta ferramenta está construída de forma a que cada escola procure e se compare de acordo com os indicadores que melhor se adequam à sua realidade), fiabilidade e transparência.
Como a nossa escola utiliza o BESP?
A Direcção disponibiliza um guião de análise a todos os departamentos/grupos disciplinares, fornecendo, para isso todos os dados necessários a essa reflexão considerando quatro níveis de responsabilidade: Escola (ex: distribuição do serviço docente; formação das turmas), Departamento, Grupo disciplinar, Professor (ex: comparação entre as turmas). Como metodologia de acção, a escola compara-se com as escolas do mesmo concelho, concelhos limitrofes e depois a nível nacional (por disciplina/ano).
Em termos processuais, verificamos se o problema detectado também ocorre nas escolas com que nos comparamos:
  1. Se Sim, é porque o fenómeno não tem origem em causa internas mas sim externas à escola pelo que a análise deve ser dada por concluída;
  2. Se Não, deve verificar-se o histórico dessa disciplina, observando se é uma situação que se vem repetindo, devendo então analisar-se tentando explicar com base nos 4 níveis de responsabilidade referidos acima, indicando:
    • Possíveis causas (internas);
    • Indicando estratégias de resolução (incidindo só no que está ao nosso alcance directo, começando na Escola e terminando no Professor).
Estas análises revelam-se muito importantes essencialmente pelos processos internos que geram pois servem para despoletar a reflexão, para provocar o pensamento, para saber justificar a acção e essencialmente para definir o modo como devemos agir.
Devemos olhar para os resultados não como um ponto de chegada mas como um ponto de partida tendo em vista a melhoria contínua e sustentada da escola!

O que é o desempenho agregado?

O desempenho agregado é um indicador que permite à escola comparar-se com outras em termos de um conjunto de indicadores analisados simultaneamente e não individualmente como nos gráficos de benchmarking. A forma de cálculo deste indicador está detalhada em http://besp.mercatura.pt/Pagina.php?codPagina=3. Em termos gerais podemos dizer que este indicador é uma espécie de média ponderada de um conjunto de indicadores das escolas (neste momento estamos apenas a usar indicadores provenientes de dados públicos porque o número de escolas que já submeteu dados privados não é suficiente grande para se proceder a análises comparativas). Esta média ponderada tenta, contudo, contextualizar a escola através das notas obtidas nos exames nacionais no fim do 3º ciclo pelos alunos que no ano em questão concluíram o secundário (claramente esta medida de contextualização tem insuficiências porque muitos alunos mudam de escola ao passarem para o ensino secundário, e outros abandonam a escola. Contudo, esta é no momento a melhor medida de contextualização que podemos usar com base em dados públicos). Assim, a medida de desempenho agregado compara os resultados das escolas no secundário com base nos resultados que estas obtiveram no fim do terceiro ciclo (o que significa que só escolas com os dois ciclos de estudos são usadas nesta medida de desempenho agregado). Ou seja, uma escola que no fim do terceiro ciclo obteve uma média de 2 valores será comparada apenas com escolas num contexto igual ou pior (escolas que obtiveram médias no terceiro ciclo inferiores). Este procedimento evita por exemplo que uma escola com maus resultados dos alunos à entrada do secundário seja comparada com escolas que seleccionam os alunos e têm resultados no fim do terceiro ciclo claramente superiores. Apesar de ser ainda uma medida imperfeita, esta medida de desempenho agregado é um passo importante na obtenção de rankings contextualizados. O nosso objectivo não é construir rankings de escolas, que podem ter um efeito perverso, mas sim permitir comparações mais justas entre elas. De notar que as escolas que se registem no Besp têm um menu de desempenho agregado ‘personalizado’ onde a escola pode escolher os indicadores de comparação com outras escolas e assim perceber o seu desempenho comparativo à luz da sua aposta estratégica.


Se tiver alguma outra questão, por favor envie-a para besp@porto.ucp.pt