Data Envelopment Analysis (DEA) - Metodologia

O DEA é uma metodologia que permite avaliar a eficiência com que uma determinada unidade organizacional utiliza um conjunto de recursos (ou inputs) na produção de um conjunto de resultados (ou outputs). Esta avaliação é sempre relativa, i.e. as organizações são analisadas comparativamente a outras num conjunto de variáveis efectivamente observadas e não em relação a padrões ou standards pré-definidos.

A medida de eficiência é definida como o rácio entre o output produzido e o máximo que seria possível produzir (determinado com base em todos os valores observados) para um determinado conjunto de recursos utilizados. Assim o DEA permite o seguinte:

  • Obter uma medida sumária de eficiência (0-100%).
  • Para unidades avaliadas como ineficientes:
    • Definir objectivos de melhoria de desempenho para cada recurso (input) e cada resultado (output) considerado na análise.
    • Identificar ‘benchmarks’ (i.e., unidades organizacionais que são exemplos de bom desempenho).

A título de exemplo considere-se o seguinte conjunto de 4 escolas, para as quais consideramos como input a média de resultados dos alunos à entrada do secundário e como outputs a média de resultados à saída e a percentagem de alunos que termina o secundário em 3 anos.

Podemos representar estas 4 escolas graficamente se dividirmos os seus dois outputs pela média à entrada. Obtemos assim o gráfico seguinte:

As escolas A e B aparecem como sendo 100% eficientes porque não é possível encontrar nenhuma outra escola com melhores outputs por unidade de input utilizado. Claramente o ponto forte da escola A consiste em conseguir uma elevada percentagem de alunos a completar o secundário em 3 anos, enquanto que a escola B sendo menos forte neste aspecto é melhor nas médias obtidas à saída do secundário. A escola D quando comparada com A e B tem um desempenho inferior a 100% porque para o nível médio de classificações à entrada dos seus alunos seria expectável (face àquilo que observamos para a escola A e B) que esta escola obtivesse maiores classificações à saída e/ou uma maior percentagem de alunos a completar o secundário em 3 anos. Assim, podemos dizer que as escola A e B são os benchmarks da escola D (aquelas escolas que tendo um nível semelhante de classificações à entrada obtêm melhores resultados nas duas variáveis de output consideradas). Podemos ainda definir metas a atingir para a escola D que a situariam no ponto D’ na figura anterior. Estas metas são: média de classificações à saída de aproximadamente 11 e uma taxa de conclusão do secundário em 3 anos de aproximadamente 43%.